OS DESERTOS

O deserto tem muitas faces: solidão, aridez, desconforto, esterilidade. Todas as vezes que nos vemos em volta de tais realidades é porque inexoravelmente estamos atravessando um deserto. Não precisa ser um deserto físico. Pode ser uma doença inflexível, um problema familiar, uma angustia implacável da perda de um ente querido. Não importa! Seja literal ou não, geográfico ou conjuntural, físico ou psicológico, o fato é que desertos têm sempre a mesma fisionomia: são secos, solitários e terrivelmente deprimentes. São capazes de gerar em nós a pior das sensações: a solidão.
Mas por que passamos por Desertos? Qual o motivo que nos leva vez por outra a passarmos pela experiência dura dos desertos da vida? Por mais que tais realidades sejam subproduzidas por conjunturas criadas pelo próprio homem e suas próprias decisões, os desertos em nossas vidas são sempre é uma escola que Deus nos preparou com a finalidade única do ensinamento.
Quando o curso de nossa vida toma esse aspecto desolado dos ermos é porque Deus está querendo nos ensinar algumas lições importantes, as quais não germinam na topografia da alegria, da bonança e da prosperidade. Só os desertos oferecem "fertilidade" para tais verdades brotarem em nossas vidas. São três grandes lições que aprendemos nessa dura, terrível, mas necessária escola de Deus.

1. No deserto nós aprendemos a ouvir a SUA Voz
A palavra deserto, no hebraico 'midbar', vem da mesma raiz da palavra 'dabhar' – falar. Isto se deve intrinsecamente ao fato de que o deserto é um lugar onde Deus fala e nós nos dispomos a ouvir. Onde Ele nos comunica as Suas mais importantes mensagens, e nós damos ouvidos à sua voz. Passamos a vida inteira em nosso gáudio sem ouvir (ou dar ouvidos) à Sua voz, mas o deserto corrige isso: é o megafone de Deus, a dizer tudo aquilo que sempre relutamos ouvir, e a nos comunicar tudo aquilo que sempre prescindimos saber. Neste lugar solitário, só a voz de Deus é maior do que a voz da solidão e da dor. Se não fosse essa experiência do deserto pela qual passamos poderíamos viver a vida inteira sem ouvir ou conhecer o que Deus tanto deseja nos ensinar – e que só é possível trazendo-nos a essa angustiante escola de sofrimento.

2. No deserto nós aprendemos ser humildes
O deserto não é só um lugar de condições precárias para a sobrevivência, é também um lugar de obscuridade. Nos desertos nós temos que aprender a conviver com a dura realidade da solidão. Somos sacados da fama e abandonados no meio do solitário anonimato, deixamos de ser importantes, e temos que conviver com a dura realidade da obscuridade. Deixamos de ser "a bola da vez", o "cara in", a referência. Essas coisas deixam de ser importantes no deserto, lufgar onde se remove essa espessa e dura camada de orgulho com a qual nos vestimos nos momentos de prosperidade. Lá aprendemos que não precisamos dos "tapinhas nas costas", dos aplausos, dos holofotes da glória humana. Precisamos apenas Dele

3. No deserto nós aprendemos a lição do autoconhecimento
O deserto revela quem nós somos "... saber o que está no nosso coração...". Na verdade, não há nada como um deserto para nos ajudar a conhecer o nosso próprio eu. Quando estamos atravessando um deserto, é porque há uma face oculta do nosso ser que precisa ser conhecida e tratada na presença de Deus.

Não obstante todas as múltiplas faces aterrorizantes que os desertos tenham, todos eles cumprem esse propósito pedagógico em nossas almas. Deus jamais nos põe na fornalha ardente do deserto para nos destruir. Ele apenas nos refina. Nos torna melhores.

Colaboração Marcio Rodrigues Marques
Foto: O deserto tem muitas faces: solidão, aridez, desconforto, esterilidade. Todas as vezes que nos vemos em volta de tais realidades é porque inexoravelmente estamos atravessando um deserto. Não precisa ser um deserto físico. Pode ser uma doença inflexível, um problema familiar, uma angustia implacável da perda de um ente querido. Não importa! Seja literal ou não, geográfico ou conjuntural, físico ou psicológico, o fato é que desertos têm sempre a mesma fisionomia: são secos, solitários e terrivelmente deprimentes. São capazes de gerar em nós a pior das sensações: a solidão.
Mas por que passamos por Desertos? Qual o motivo que nos leva vez por outra a passarmos pela experiência dura dos desertos da vida? Por mais que tais realidades sejam subproduzidas por conjunturas criadas pelo próprio homem e suas próprias decisões, os desertos em nossas vidas são sempre é uma escola que Deus nos preparou com a finalidade única do ensinamento.
Quando o curso de nossa vida toma esse aspecto desolado dos ermos é porque Deus está querendo nos ensinar algumas lições importantes, as quais não germinam na topografia da alegria, da bonança e da prosperidade. Só os desertos oferecem "fertilidade" para tais verdades brotarem em nossas vidas. São três grandes lições que aprendemos nessa dura, terrível, mas necessária escola de Deus.

1. No deserto nós aprendemos a ouvir a SUA Voz
A palavra deserto, no hebraico 'midbar', vem da mesma raiz da palavra 'dabhar' – falar. Isto se deve intrinsecamente ao fato de que o deserto é um lugar onde Deus fala e nós nos dispomos a ouvir. Onde Ele nos comunica as Suas mais importantes mensagens, e nós damos ouvidos à sua voz. Passamos a vida inteira em nosso gáudio sem ouvir (ou dar ouvidos) à Sua voz, mas o deserto corrige isso: é o megafone de Deus, a dizer tudo aquilo que sempre relutamos ouvir, e a nos comunicar tudo aquilo que sempre prescindimos saber. Neste lugar solitário, só a voz de Deus é maior do que a voz da solidão e da dor. Se não fosse essa experiência do deserto pela qual passamos poderíamos viver a vida inteira sem ouvir ou conhecer o que Deus tanto deseja nos ensinar – e que só é possível trazendo-nos a essa angustiante escola de sofrimento.

2. No deserto nós aprendemos ser humildes
O deserto não é só um lugar de condições precárias para a sobrevivência, é também um lugar de obscuridade. Nos desertos nós temos que aprender a conviver com a dura realidade da solidão. Somos sacados da fama e abandonados no meio do solitário anonimato, deixamos de ser importantes, e temos que conviver com a dura realidade da obscuridade. Deixamos de ser "a bola da vez", o "cara in", a referência. Essas coisas deixam de ser importantes no deserto, lufgar onde se remove essa espessa e dura camada de orgulho com a qual nos vestimos nos momentos de prosperidade. Lá aprendemos que não precisamos dos "tapinhas nas costas", dos aplausos, dos holofotes da glória humana. Precisamos apenas Dele

3. No deserto nós aprendemos a lição do autoconhecimento
O deserto revela quem nós somos "... saber o que está no nosso coração...". Na verdade, não há nada como um deserto para nos ajudar a conhecer o nosso próprio eu. Quando estamos atravessando um deserto, é porque há uma face oculta do nosso ser que precisa ser conhecida e tratada na presença de Deus.

Não obstante todas as múltiplas faces aterrorizantes que os desertos tenham, todos eles cumprem esse propósito pedagógico em nossas almas. Deus jamais nos põe na fornalha ardente do deserto para nos destruir. Ele apenas nos refina. Nos torna melhores.
 
Colaboração Marcio Rodrigues Marques

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